Testes online e privacidade: você sabe quais dados fornece?

Testes que circulam pelo Facebook podem fornecer dados dos usuários para outras empresas.

Muitos usuários do Facebook gostam de fazer testes online e postar os resultados nos feeds para comentar com amigos. Não é à toa: os mais divertidos realmente conseguem mexer com a curiosidade da pessoa. Só que nem sempre é uma boa ideia fazê-los. O motivo? Muitos deles são profundamente invasivos e permitem acesso a vários dados do usuário.

Há um tempo atrás, um teste fez sucesso formando uma nuvem de palavras baseada nos termos mais usados pelo usuário ao longo do ano. Interessante, não? O teste ganhou popularidade no Brasil e no mundo.

No entanto, foi feita uma pesquisa para observar a quais dados os responsáveis pelo teste estavam tendo acesso, e isso inclui: nome, data de nascimento, cidade, detalhes da sua educação, tudo que a pessoa já curtiu e publicou, fotos publicadas e fotos em que o usuário está marcado, qual navegador ele usa, seu idioma, seu endereço de IP e sua lista de amigos.

O Facebook instaurou há algum tempo um recurso que permite filtrar quais dados o usuário fornece aos aplicativos como este. Alguns serviços aceitam a quantidade reduzida de informação, mas não é o caso deste teste das palavras mais usadas. Se o usuário decide não dar acesso a tudo, o teste não funciona.

A empresa por trás do teste se chama Vonvon.me, que tem algumas políticas de privacidade pouco claras. Elas preveem que, mesmo que o usuário encerre sua conta, a empresa tem o direito de continuar guardando e usando as suas informações, armazenando-as em qualquer servidor espalhado pelo mundo. O texto no documento dá a entender que a empresa também pode vender esses dados.

A gigante em antivírus Kaspersky, através da pesquisa “Você é um especialista em cibernética?”, verificou que 63% dos entrevistados afirma não ler o contrato de licença antes de instalar um novo aplicativo em seu dispositivo. O grande problema é que alguns dos aplicativos são capazes de invadir a privacidade do usuário, e ainda instalar outros programas e até mesmo alterar a configuração do sistema operacional de um aparelho de forma totalmente legal, já que o usuário clicou em “Aceito”.

Depende do quanto você quer ficar exposto

Em outras palavras, é possível que você receba ofertas direcionadas, convites para usar outros apps e muito mais conteúdo indesejado no seu e-mail ou perfil do Facebook. Além disso, sabe-se lá qual vai ser o direcionamento que esses dados e até as suas fotos terão na rede social. Por isso, se você quiser muito usar o app, uma possibilidade é só deixar a VonVon fuçar no que é obrigatório e desmarcar as demais caixas.

As dicas que a Kaspersky deixa aos usuários para protegerem os dados são: Não aceitar todos os convites de jogos e aplicativos nas redes sociais; ler atentamente as condições de uso e verificar com frequência as configurações dos aplicativos na conta do Facebook, excluindo os que não são mais usados.


Agora fica por sua conta: vale a pena ceder tantas informações em nome de uma brincadeira no Facebook? Comente o que você acha!

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https://www.tecmundo.com.br/facebook/115404-celebridade-voce-parece-nao-virus-pega-dados-facebook.htm