Wi-fi, meu Malvado Favorito! Mitos e Verdades.

O PONTO PRINCIPAL É: “A REDE WI-FI NÃO É A SUA INTERNET”.

Vamos a um dado alarmante: o maior vilão da sua internet é o seu wi-fi. Essa lentidão na conexão sem fio se deve a muitos fatores, nem todos sob o controle do seu provedor de internet.

Antes de qualquer coisa, precisamos entender o que é essa tal rede Wi-fi e qual a sua relação com a internet. O conceito básico de rede, nesse caso, é o conjunto de computadores e dispositivos (impressoras, celulares, servidores, câmeras e etc) conectados uns aos outros para trocar informações entre eles. Em uma rede, há duas formas de conectar-se a ela: via cabo ou sem fio (chamado de Wireless ou Wi-fi).

Agora que já entendemos que o Wi-Fi é uma rede que permite que vários dispositivos se comuniquem sem a necessidade de usar cabos, vamos entender onde a internet entra nessa história.

A internet chega até o roteador via cabo e é compartilhada com os dispositivos sem fio através da rede wi-fi (rede essa que é criada e gerenciada pelo próprio roteador). Há diversos modelos de roteadores, cada um com suas especificações, e um dos fatores que vai determinar a qualidade da rede Wi-Fi é justamente escolher o que se adequa melhor à sua casa e seus dispositivos. Errar nessa escolha pode proporcionar uma rede wi-fi mais instável, afetando todos os dados transmitidos e recebidos por ela.

Resumindo, a rede Wi-Fi vai permitir a comunicação entre seus dispositivos sem a necessidade de cabos, porém, tudo vai depender da estabilidade dessa rede. Se há problemas no roteador, interferência de outros dispositivos, distância entre roteador e aparelhos, muitos equipamentos conectados ao mesmo, entre outros fatores, sua rede Wi-Fi pode ter um desempenho ruim e, como a internet estará sendo transmitida pelo ar, logicamente também será afetada, não por falta de qualidade no sinal da internet, mas por instabilidade na rede sem fio (wi-fi).

Confira algumas dicas para que o seu wi-fi deixe de ser o vilão:

Antes de qualquer diagnóstico, o ideal é coletar todas as informações referentes à sua utilização.Quais dispositivos se conectam à internet na residência?

– Quais desses dispositivos estão conectados via wi-fi e quais estão cabeados?
– Onde está localizado o roteador na residência? É uma casa térrea, sobrado ou é um apartamento?
– Tem um segundo roteador ou repetidor? De que maneira estão conectados (cabo ou wi-fi)
– Há algum cômodo específico ou dispositivo que apresenta maior dificuldade em utilizar via wi-fi?
– Algum tipo de serviço específico apresenta maiores problemas no wi-fi? Em qual dispositivo esse serviço é utilizado?

Conhecendo e entendendo todas as variáveis, é a hora de verificar a configuração dos equipamentos:

– Verificar as configurações de canal e checar se há outros dispositivos próximos (roteadores e repetidores vizinhos) utilizando o mesmo canal;
– Checar se as configurações de DNS estão corretas (DNS FIT: 177.154.33.33 e 177.154.33.66);
– Verificar as configurações do SSID, se o nome não está com espaços ou caracteres especiais;
– Verificar se a criptografia da senha do wi-fi está da maneira ideal para os dispositivos do cliente (lembrando que há dispositivos que exigem uma certa especificação para essa criptografia, como os da Apple que pedem o AES);
– Em relação a frequência (20 mhz ou 40mhz), grande parte dos equipamentos trabalham em 20mhz, mas há casos em que uma forma mista 20/40mhz é necessária;
– Sobre os canais, há dispositivos que não conectam em canal alto (ex: 11) e alguns casos em que canal baixo também não conecta (ex: 1). Nesses casos normalmente a rede Wi-fi nem aparece para conectar. Em várias situações deixar o canal em “Automático” acaba sendo o melhor caminho embora o recomendado seja sempre utilizar os canais 1, 6 ou 11.

E as configurações do Wi-fi dos roteadores, como funcionam? Qual sua importância e melhores formas de utilização?

Entendendo sobre a Largura de Canal, banda 2.4Ghz e 5Ghz e Canal:

A largura do canal do roteador, ou a bandwidth, como também é conhecida, pode ser de 20 MHz ou 40 MHz. A configuração depende de algumas especificações e dos dispositivos conectados, e pode ajudar a melhorar o desempenho e a velocidade do Wi-Fi. Uma frequência é dividida em canais. A banda de 2,4 GHz, por exemplo, possui 14 canais, um a cada 5 MHz, começando do 2412 MHz. Cada um desses canais tem 22 MHz de largura, valor que determina a capacidade de transferência de dados. Isto é, um canal com largura de 22 MHz tem disponibilidade de enviar informações dentro desse espectro. Como é possível ver no esquema abaixo, os canais se sobrepõem em certas faixas de frequência. Tomando como exemplo o canal 6, pode-se perceber que abrange frequências usadas também pelos canais 2, 3, 4, 5, 7, 8, 9 e 10.

Essa sobreposição gera interferência, o que resulta em lentidão. Em outras palavras: quanto mais largo um canal for, maior sua capacidade de transferência, porém o nível de interferência de outros canais também irá aumentar.
Na frequência de 2,4 GHz, é preferível a largura em 20 MHz. Isso porque essa banda já sofre muita interferência de outros dispositivos, conforme já explicado acima. Assim, usar largura de 40 MHz pode comprometer o desempenho da rede e fazer o sinal Wi-Fi ficar muito fraco. Se o roteador é dual-band e opera na faixa de 5 GHz, deixar o canal em 40 MHz é uma boa opção. Como quase nenhum dispositivo trabalha na mesma banda, a interferência será quase nula e você dobrará a capacidade do fluxo de dados.

Outro fator a se considerar na escolha da largura é a compatibilidade com os dispositivos. Nem todo aparelho suporta canais de 40 MHz. Assim, se você tem um tablet que só opera em 20 MHz e seu roteador está configurado como 40 MHz, o aparelho não conseguirá receber o sinal Wi-Fi. O manual do dispositivo deverá fornecer a informação de quais larguras suporta. Em todo caso, uma alternativa é ativar a compatibilidade para todas as larguras de canal. Isso fará com que os gadgets usem automaticamente a maior largura compatível. Nas configurações do seu roteador, existem as configurações do canal. A maioria dos roteadores tem as configurações de canal definidas em “Auto”, mas se você olhar na lista, verá que existe pelo menos uma dúzia de canais. Os canais mais populares para o Wi-Fi 2.4 GHz são o 1, 6 e 11, porque eles não se sobrepõem uns com os outros. Você deve sempre tentar usar os canais 1, 6 ou 11, quando não estiver em uma configuração não-MIMO (ou seja, 802.11 a, b ou g).

Todo o espectro é de 100 MHz de largura e os centros de canal são separados por apenas 5 MHz. Isso não dá outra opção para os onze canais a não ser se sobreporem. Novamente, para o melhor rendimento e interferência mínima, os canais 1, 6 e 11 são a sua escolha. Dependendo das redes Wi-Fi dos vizinhos, um canal pode ser uma escolha melhor do que outro.

Por exemplo, se você escolher o canal 1, mas o seu vizinho está usando o canal 2, então você vai querer mudar para 11 e evitar completamente a sobreposição, embora o 6 possa funcionar tão bem ou melhor. Por mais tentador que seja usar os outros canais além do 1, 6 e 11, lembre-se de que todos ao seu redor estarão afetando o rendimento de sua Internet e você poderá se tornar a razão da interferência do canal.

O cenário perfeito seria conversar com todos os vizinhos e configurar cada roteador nos canais 1, 6, 11. Se você tiver uma parede grossa de tijolos entre você e seu vizinho, usar o mesmo canal 1 provavelmente não fará mal, contudo se há uma parede fina entre vocês, tente operar em um canal wireless diferente. E o famoso 5 Ghz? A banda de 5 GHz (802.11n e 802.11ac) no momento oferece mais espaço livre para as frequências mais altas. Ela oferece 23 canais de 20MHz que não são sobrepostos. Se você usar a banda de 5 GHz e tiver paredes grossas, e se não houver nenhum outro dispositivo usando a banda 5GHz, significa normalmente que haverá pouquíssima interferência no seu espaço. Em casos como este, você pode se beneficiar do uso dos canais 40, 80 e 160MHz.

Na medida que todos atualizam gradualmente os seus equipamentos e começam a usar a banda de 5GHz, a necessidade de selecionar o canal WiFi adequado se tornará obsoleta. Será especialmente aplicável para configurações MIMO (até oito no 802.11ac), quando será melhor deixar que o próprio roteador faça isso. É claro que haverá casos específicos, como por exemplo, fazer um ajuste fino nos canais do roteador. Eventualmente, até mesmo a 5GHz vai ficar congestionada, mas no momento em que isso acontecer, já deveremos ser capazes de utilizar frequências de canal WiFi mais altas. Ou talvez, designs de antenas completamente novos que serão criados para as demandas do mundo das redes sem fio.

E sobre a segurança da rede Wi-fi, o que é legal saber?

Muitos roteadores oferecem a opção de usar a segurança WPA2 com TKIP (WPA2-TKIP), AES (WPA2-AES) ou ambos. A escolha errada vai resultar em uma rede mais lenta e menos segura. Apesar dos nomes estranhos e da possibilidade de problemas, essa configuração é importante e deve ser escolhida com calma, e claro, com algum conhecimento das tecnologias envolvidas WEP (Wired Equivalent Privacy), Wi-Fi Protected Access (WPA) e Wi-Fi Protected Access II (WPA2), que são os principais algoritmos de segurança que você verá ao configurar uma rede sem fio. O WEP é o mais antigo e provou ser vulnerável à medida que várias falhas de segurança foram descobertas. WPA melhorou a segurança, mas agora também é considerada vulnerável à intrusão. WPA2, embora não seja perfeito, atualmente é considerada por muitos como a escolha mais segura.

O Temporal Key Integrity Protocol (TKIP) e o Advanced Encryption Standard (AES) são os dois tipos diferentes de criptografia, que você poderá usar em redes protegidas com o protocolo WPA2. O TKIP é um protocolo de criptografia mais antigo, introduzido com o WPA para substituir a criptografia WEP, que mostrou ser muito insegura. Porém, o TKIP ainda é bastante semelhante à WEP, portanto, atualmente, esse padrão não é mais considerado seguro, já está obsoleto. Em outras palavras, você não deve usá-lo.

Já o AES é um protocolo de criptografia mais seguro, introduzido com o WPA2. Ele também não é um padrão desenvolvido especificamente para redes Wi-Fi, é um padrão mundial. O resumo disso tudo é que o TKIP é mais antigo, usado pelo padrão WPA. AES é uma solução de criptografia Wi-Fi mais nova, usada pelo padrão WPA2, que também é novo e considerado seguro.

Dependendo do seu roteador, a escolha não é tão simples: embora tudo leve para o uso do WPA2 com AES para uma segurança ideal, também é possível usar o protocolo com TKIP (embora não seja recomendável), onde a compatibilidade com os dispositivos conectados é necessária. Nesse cenário, os dispositivos que suportam WPA2 se conectarão ao WPA2 e os dispositivos que suportam o WPA se conectarão ao WPA.

Infelizmente, ao usar as opções de compatibilidade WPA e TKIP, a velocidade da sua rede Wi-Fi pode diminuir. Se você habilitar o WPA ou o TKIP em muitos roteadores Wi-Fi modernos que suportam 802.11n e padrões mais novos e mais rápidos, eles vão diminuir para 54 mbps. Eles fazem isso para garantir a compatibilidade com os dispositivos mais antigos.

Na maioria dos roteadores atuais, as opções são geralmente WEP, WPA (TKIP) e WPA2 (AES), e talvez um modo de compatibilidade WPA (TKIP) + WPA2 (AES). Então, se você tiver um tipo de roteador que ofereça WPA2 com TKIP ou AES, escolha AES. Quase todos os seus dispositivos certamente funcionarão com ele, além de ser mais rápido e seguro.

E a função WPS? Como funciona?

A maioria dos roteadores atuais possui uma tecnologia chamada WPS. O recurso é a sigla, em inglês, para Wi-Fi Protected Setup. Esta ferramenta visa trazer mais praticidade e velocidade na hora de conectar novos dispositivos à rede Wi-Fi. Porém, são poucos os usuários que conhecem a existência da função e sua utilidade, que às vezes pode trazer mais problemas que soluções.

Normalmente, para se conectar ao Wi-Fi, você deve escolher a rede e colocar uma senha, e isso pode ser meio chato pois, quase sempre, você recebe visitas novas que querem a senha, ou você troca a senha e precisa colocar a senha novamente nos dispositivos, e coisas do tipo.

Para facilitar o processo, foi criado o WPS. Quando habilitada, a função grava em seu roteador um código.
Quando você quiser conectar um novo aparelho à rede Wi-Fi, basta pressionar o botão WPS em seu roteador para que o aparelho se conecte automaticamente, sem a necessidade de utilização de senhas.

Em outras palavras, a função WPS traz mais praticidade e facilidade de conexão às redes Wi-Fi, eliminando a necessidade de utilização e memorização de senhas. Essa é a principal e única vantagem do uso do recurso.
Como já citado, a função WPS grava direto no roteador um código. Acontece que esse código é muito inseguro e vulnerável. Qualquer ataque de força bruta, ou seja, que faça sucessivas tentativas de acertar a senha, descobre a combinação de caracteres em questão de poucas horas.

Na Internet, com uma simples pesquisa é possível encontrar programas que exploram essa vulnerabilidade e descobrem a senha WPS de seu roteador com sucesso. Vale destacar que, ao entrar na rede Wi-Fi de uma pessoa, você ganha acesso não apenas a Internet, mas também a todos os dados que passam pela rede e aos arquivos que são compartilhados.

Dito isto, é mais do que recomendado que você desligue a função WPS de seu roteador. Outro agravante para o problema é que a grande maioria dos roteadores traz essa função habilitada de fábrica. Assim, inúmeros usuários usam o WPS sem nem ao menos saber o que é, ficando suscetíveis a ataques e invasões.

Dica: Antes de desativar o WPS, troque o código PIN do WPS e depois desative; assim, quem estiver utilizando sem você saber perderá a conexão e não conseguirá mais se conectar utilizando os programas que citamos.

Depois de checar as configurações, é hora de conhecer as melhores práticas para aproveitar ao máximo o wi-fi em seus dispositivos:

É comum ocorrer uma perda na qualidade da internet se você utiliza o wi-fi. A distribuição do sinal por wi-fi depende das condições físicas do canal sem fio, ou seja, vários fatores podem interferir na qualidade do sinal e deixar a internet mais lenta. Por exemplo, deixar o roteador próximo a objetos metálicos pode atrapalhar o funcionamento do aparelho, assim como a interferência de eletroeletrônicos; a rede wi-fi do vizinho pode atrapalhar a sua rede, e até mesmo obstáculos, como paredes e móveis grandes, podem reduzir a qualidade de seu serviço. Além disso, quanto mais distante estiver da fonte geradora do sinal, maiores vão ser os problemas enfrentados.

TV, o notebook, media center e smartphones: atualmente, diversos aparelhos dependem da Internet Wi-Fi. A conexão precisa ser dividida para ser entregue para vários dispositivos diferentes. Por isso, o ideal é evitar deixar eletrônicos conectados na Internet o tempo todo se você não estiver usando, pois muitos aplicativos podem acabar atualizando automaticamente, o que pode sobrecarregar sua rede.

Melhores práticas de utilização de cada dispositivo no Wi-fi:

– TVs Smart:
Equipamentos como as Smart TVs, que normalmente são utilizadas para streaming de vídeos (ex: Netflix e Youtube), necessitam de um consumo de banda considerável, dependendo da qualidade do vídeo. Por exemplo:
→ Vídeo SD -> consumo entre 3 e 5 megas
→ Vídeo HD -> consumo entre 5 e 10 megas
→ Vídeo Full HD -> consumo entre 10 e 20 megas
→ Vídeo 4k -> no mínimo entre 25 e 30 megas.

Devido a esse alto consumo, a transmissão desse volume de dados via wi-fi acaba gerando instabilidade e perda de desempenho, salientando ainda os outros fatores que degradam a conexão wi-fi. Por isso, recomendamos usar esse tipo de equipamento sempre conectado ao cabo.

– Consoles de Videogame:
Seguindo a mesma linha de raciocínio das Smart TVs, os consoles de videogame também necessitam de uma conexão mais estável. É comum os jogadores utilizarem os consoles para fazer streaming das suas partidas online, e isso exige um consumo razoável da banda de upload. Por isso, qualquer oscilação pode prejudicar a transmissão. Todo mundo que joga online sabe que o mais importante em uma partida é o ping baixo (ou latência baixa), quanto menos, melhor, e é praticamente impossível manter uma latência baixa jogando via wi-fi. Então vamos combinar: videogame, só no cabo!

Repetidores e outros roteadores:

É comum colocar mais de um roteador ou repetidor em residências para se conseguir uma melhor amplitude de sinal, em vista de um uso adequado em vários cômodos, porém, há um erro grave que acontece com frequência: conectar esses equipamentos ligados via wi-fi. É UM ERRO FATAL! Vamos explicar: Se o sinal já está fraco no quarto e você acha que colocar um repetidor via wi-fi no local vai resolver, está muito enganado. Quando conectamos esses repetidores pelo wi-fi, eles só vão conseguir replicar o que estiverem “ouvindo”, então se o sinal está chegando ruim nele, ele vai retransmitir um sinal ruim, ou seja, não vai resolver.

O ideal para esses casos é sempre conectar esses equipamentos via cabo, assim não haverá perda entre o roteador principal e os repetidores. Outro ponto importante pra se levar em conta é quando temos vários roteadores na mesma casa, pois é possível que o sinal de um interfira no outro, causando um “congestionamento” que vai dar muita interferência no wi-fi. Nesses casos, é bem prudente diminuir o output power do wi-fi desses equipamentos, assim você terá um desempenho melhor e menos risco de interferência entre seus roteadores e repetidores.

– Computadores
Seguindo a linha dos consoles de videogame, normalmente se utiliza o PC para jogos online, streaming de vídeos, transmissão de partidas de jogos online, assistir IPTV e etc (além, é claro, do uso comum em redes sociais, portais de notícias e etc). Devido a esses fatores, se torna muito necessária a utilização do cabo para manter a estabilidade e qualidade do sinal utilizado. E sobre adaptadores USB Wi-fi? Nossa opinião mais sincera: jogue fora, porque só trazem problemas. Computador deve ser usado sempre no cabo!

Notebooks
São um caso complicado. Embora tenham a praticidade de serem utilizados via wi-fi, eles estão condicionados às mesmas situações dos outros dispositivos, podendo sofrer interferência e diminuindo o desempenho da conexão, principalmente se forem acessar conteúdos com exigem alto consumo (como já foi citado anteriormente). Enfim, uma forma mista pode ser a solução: utilizar no cabo quando for acessar conteúdos mais pesados e via wi-fi para acessos mais leves.

– Receptores IPTV
Os sistemas de IPTV basicamente usam uma URL configurada nos dispositivos e apps, para acesso ao conteúdo dos canais via streaming, e justamente por isso, necessitam de uma conexão estável para funcionar melhor. Porém, só estar conectado ao cabo não é solução para esse caso. Como são serviços irregulares e não regulamentados, que distribuem via internet os canais captados das operadoras de TV por assinatura, o serviço fica suscetível à estabilidade desses servidores clandestinos. Como é impossível ter ideia da eficiência e qualidade desses servidores, não dá pra garantir que haverá uma qualidade nesse tipo de acesso, principalmente se forem listas IPTV gratuitas.

– Receptores de “Skygato” (Card Sharing)
Diferentemente dos sistemas de IPTV, o serviço de “skygato” utiliza uma forma mista de distribuição. Uma antena é instalada para captar os canais, e no receptor é configurado o que chamamos de CS (Card Sharing), que utiliza o acesso à internet para se conectar com um servidor somente para coletar os códigos de desbloqueio dos canais, ou seja, praticamente não exige consumo de banda nenhum. Esses sistemas, tanto no cabo como no wi-fi, devem funcionar adequadamente, porém, sempre usem cabo, por via das dúvidas. Mesmo que a forma de entrega seja diferente, isso não quer dizer que é algo legal, pelo contrário, continua sendo ilegal e irregular, portanto não é possível garantir conexão perfeita, já que depende da conexão com um servidor clandestino para desbloquear os canais.

– DVR e Câmeras IP
Novamente, temos dispositivos que irão transmitir vídeo (muitas vezes em HD ou FullHD). Se esse acesso for local, ou seja, na mesma rede LAN, não teremos problema com a internet. Se for no wi-fi, provavelmente terá perda, então o ideal é usar sempre no cabo. Se o acesso for externo, via WAN, é importante ter uma conexão estável entre os equipamentos, reforçando a necessidade de cabo. Para o acesso via WAN (externo), lembrem-se que é necessário um IP Público (Válido) para acessar e ter os redirecionamentos de porta devidamente feitos. O DVR deve estar com IP fixo. Pode-se também utilizar um DDNS para acesso, evitando a necessidade de um IP Fixo na WAN do cliente.

E aí, ficou com alguma dúvida?

Acho que ficou claro que o Wi-Fi não é só conectar e usar, né? A combinação de Internet com Wi-Fi pode ser uma bomba se tudo isso que falamos acima não for bem verificado e bem configurado. Em resumo, para o Wi-Fi funcionar com um desempenho aceitável, temos que seguir alguns passos, vamos recapitular:

• Primeiro, escolha um bom roteador, que tenha as especificações técnicas para atender suas necessidades;

• Posicione o roteador de maneira a ficar em um ponto central da sua residência; se necessário, coloque mais de um roteador e lembre-se de interligá-los via cabo;

• Utilize as configurações adequadas para uso de acordo com os dispositivos que você utiliza: veja se há compatibilidade entre as configurações que o roteador e seus equipamentos irão utilizar;

• Procure conectar via cabo tudo que for possível; caso use o wi-fi, não se afaste muito do roteador, pois isso irá afetar o desempenho.

• Nunca se esqueça que o Wi-Fi e a internet são coisas independentes. Você pode ter internet sem ter wi-fi, mas não pode ter wi-fi sem ter internet, pois o wi-fi só distribui a internet por meio do ar.

Se seguir nossas dicas com atenção, certamente você conseguirá utilizar o wi-fi com uma melhor estabilidade. Porém, nunca se esqueça, o Wi-Fi é prático pela mobilidade que ele oferece, mas isso tem um preço, que é a segurança, estabilidade e qualidade do sinal transmitido. Ou seja, mesmo que tudo isso esteja perfeito, é transmitido pelo ar e ainda corre risco de oscilar. Portanto, utilize o cabo em todos os equipamentos que puder, para aproveitar melhor a velocidade contratada.